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O ritual de 30 minutos que melhora qualquer funil

Funil não melhora com projeto grande. Melhora com cadência, que significa meia hora por semana, uma mudança com dono e prazo e um registro do que você aprendeu.

A maioria das empresas tenta crescer criando funil novo. O ganho mais barato está em revisar, toda semana, o que já existe.

É comum encontrar empresa com três funis pela metade e nenhum funcionando direito. Cada lançamento novo parece a solução, até virar mais uma coisa para manter. O que falta quase nunca é ideia. É ritmo.

Antes do ritual: quem é o dono?

“Conversão é responsabilidade de todo mundo” costuma significar que é responsabilidade de ninguém. O marketing olha a campanha, o comercial olha a meta, a tecnologia olha o chamado. A jornada inteira fica sem dono.

Três perguntas mostram se existe um dono de verdade:

  1. Quem tem horário bloqueado na agenda, toda semana, para melhorar a jornada?
  2. Quem garante que os testes saem do papel e são analisados?
  3. Quem decide qual jornada vem primeiro?

Se a resposta for “a gente”, não tem dono.

A pauta de 30 minutos

Com o dono definido, o ritual cabe em meia hora, dividida em quatro blocos:

  1. Escolher uma jornada (5 minutos). Uma só por reunião.
  2. Percorrer a jornada como cliente (10 minutos). Abra no celular, num navegador limpo. Clique no anúncio, preencha o formulário, mande a mensagem no WhatsApp e espere a resposta. Anote tudo o que confunde, atrasa ou irrita.
  3. Colocar os números por cima (10 minutos). Olhe os últimos 30 a 90 dias, etapa por etapa, e encontre a maior queda.
  4. Decidir uma mudança (5 minutos). A de maior alavanca, com responsável e data.

Uma mudança por reunião, registrada. Parece pouco, mas são mais de quarenta melhorias por ano, todas com dono.

Onde a IA entra, e onde não entra

A IA pode preparar essa pauta: puxar os números por etapa, apontar a maior queda e resumir as conversas de quem desistiu no meio do caminho. Isso economiza a parte chata.

Mas ela substitui a tarefa, não o dono. Percorrer a jornada como cliente e decidir o que muda continua sendo trabalho de gente. Você pode delegar muita coisa para a IA. Só não pode delegar a tomada de decisão.

A ficha de teste de uma página

O ativo mais valioso de quem testa é o aprendizado registrado. A ficha tem seis campos:

  1. Nome do teste.
  2. Jornada em que ele roda.
  3. Hipótese: o que você acha que vai acontecer, e por quê.
  4. Configuração: o que muda, as datas e de onde vem o tráfego.
  5. Resultado: ganhou, perdeu ou foi inconclusivo, sempre na métrica norte da jornada.
  6. Aprendizado: duas ou três frases, aquilo que você contaria para quem chegou no time hoje.

Inconclusivo também é resultado. Antes de declarar vencedor, confira se o teste teve volume suficiente.

A ficha vale para muito mais do que página: o roteiro de abordagem do comercial, a cadência de follow-up no WhatsApp, o assunto do e-mail, o formato da oferta. Depois de um trimestre, você tem um banco de aprendizados que fica na empresa mesmo quando mudam o time, a agência ou o consultor.

Uma vez por trimestre: sete perguntas

Separe trinta minutos com o time no fim de cada trimestre:

  1. Quais jornadas mais geraram clientes?
  2. Qual etapa mais melhorou, e por quê?
  3. Qual etapa mais piorou, e por quê?
  4. Quais testes rodamos e o que aprendemos?
  5. O que ficou documentado?
  6. Onde ainda estamos no escuro, por falha de rastreamento ou de atribuição?
  7. Qual etapa, se melhorasse 15%, mais moveria a receita?

A última pergunta já entrega a prioridade do trimestre seguinte.

O desafio de 14 dias sem funil novo

Para começar, faça um desafio de duas semanas com uma regra só: não criar nada novo, apenas melhorar o que existe.

  • Dias 1 e 2: escolher a jornada que mais gera receita e levantar os números.
  • Dias 3 e 4: tirar um atrito da página mais visitada.
  • Dias 5 e 6: colocar prova social no ponto de decisão.
  • Dias 7 e 8: conferir o rastreamento.
  • Dias 9 e 10: simplificar uma etapa.
  • Dias 11 e 12: montar o follow-up de quem mostrou interesse e sumiu.
  • Dias 13 e 14: registrar o antes e o depois e escolher o próximo teste.

Performance nasce de sistema. Bloqueia trinta minutos na agenda desta semana e escolhe a primeira jornada. Vamos pra cima.

Filipe Frazão

Fundador e CEO do Grupo FRZ

Respostas rápidas

Quanto tempo leva uma revisão de funil?

Trinta minutos por semana bastam se a pauta for fixa: escolher a jornada, percorrer como cliente, olhar os números por etapa e decidir uma mudança com dono e prazo.

O que registrar de cada teste?

Nome, jornada, hipótese, configuração, resultado e aprendizado. São seis campos, que cabem numa página.

A IA pode fazer a revisão do funil sozinha?

Ela pode preparar os números e resumir o que mudou. A decisão sobre o que mudar, com responsável e prazo, continua com a pessoa dona da jornada.

Palestras e mentoria

Quer levar essas ideias para a sua empresa?

Filipe leva estes temas a empresas, eventos e grupos de empresários em palestras, treinamentos e mentoria.