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Uma jornada, um número: a métrica que decide o seu trimestre

Relatório com trinta indicadores não decide nada. Para cada jornada que importa, escolha uma única métrica de conversão e use as outras só para explicar por que ela se moveu.

Se tudo é prioridade, nada é. Com métrica é igual.

Você já viu essa reunião: trinta indicadores na tela, cliques, alcance, custo por lead, taxa de abertura, visitas, seguidores. Cada área defende o seu número, a reunião acaba e ninguém sabe o que fazer na segunda-feira.

O problema não é falta de dado. É falta de decisão sobre qual dado manda.

A métrica norte da jornada

A proposta é direta: para cada jornada, escolha uma única métrica primária de conversão, em forma de taxa, com pessoas únicas no denominador.

A fórmula fica assim:

Resultado que paga a conta ÷ pessoas únicas que entraram naquela jornada, vindas daquela fonte.

Alguns exemplos:

  • compras por visitante único que veio do tráfego pago frio;
  • reuniões qualificadas por lead único;
  • recompras por cliente que clicou no e-mail ou na mensagem.

A pergunta que filtra

Na dúvida entre dois números, use esta pergunta: se eu só pudesse mexer em um número desta jornada, qual mudaria o resultado financeiro?

O número que sobrar é a sua métrica norte.

A métrica norte decide, o resto diagnostica

Clique, custo por lead e taxa de abertura não somem. Eles mudam de papel: deixam de decidir e passam a explicar.

Pensa no carro numa viagem. O que interessa é chegar no destino no horário. Velocímetro, giro do motor e temperatura são importantes, mas você olha para eles para entender por que está atrasado, não para decidir para onde vai.

O ponto que quase toda empresa pula

Marketing comemora lead e o comercial reclama da qualidade. Essa briga só acaba quando os dois assinam a mesma definição de “qualificado”.

Escreve a definição. Por exemplo: respondeu no WhatsApp, tem o perfil de cliente que a gente atende e pediu proposta ou agendou conversa. Pode ser outra, desde que seja uma só e esteja escrita.

Em funis com WhatsApp e CRM

Cada trecho da jornada tem a sua métrica:

  1. Anúncio até lead: leads por visitante único.
  2. Lead até conversa: conversas respondidas por lead.
  3. Conversa até reunião: reuniões agendadas por conversa.
  4. Reunião até proposta, e proposta até venda.

A métrica norte da jornada inteira é a do fim: vendas, ou reuniões qualificadas, por pessoa única que entrou. As do meio mostram onde está o vazamento.

O que não serve como métrica norte? Curtida, clique e custo por lead isolado. Lead barato que não vira venda sai caro. Caro é aquilo que não gera resultado.

Poucas jornadas por vez

Para o trimestre, monte um plano enxuto: duas jornadas, uma métrica norte para cada uma e três testes por jornada. Duas jornadas, duas métricas, seis testes.

Identifique a pior etapa de cada jornada e coloque uma meta de melhoria para ela. É melhor mover de verdade dois números do que acompanhar trinta.

Número que ninguém usa para decidir é decoração. Escolhe o seu e coloca na mesa. Bora.

Filipe Frazão

Fundador e CEO do Grupo FRZ

Respostas rápidas

O que é a métrica norte de uma jornada?

É o único número de conversão que mostra se a jornada está gerando resultado: o resultado que paga a conta dividido pelas pessoas únicas que entraram nela, vindas de uma fonte.

Custo por lead é uma boa métrica norte?

Sozinho, não. Lead barato que não vira venda sai caro. Use o custo por lead para diagnosticar e a conversão até a venda ou a reunião qualificada para decidir.

Quantas jornadas acompanhar ao mesmo tempo?

Duas por trimestre é um bom ponto de partida, com uma métrica para cada uma e poucos testes por jornada.

Palestras e mentoria

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Filipe leva estes temas a empresas, eventos e grupos de empresários em palestras, treinamentos e mentoria.